Domingo, Junho 29, 2003
E quando eu for uma velhinha que pinta o cabelo de roxo, eu não vou mais cantar em karaokê.
E não vou mais dançar em inferninhos escuros e cheios de moleques.
E não vou mais encher a cara de diet coke.
E não vou mais me perguntar por quê.
E não vou mais dançar em inferninhos escuros e cheios de moleques.
E não vou mais encher a cara de diet coke.
E não vou mais me perguntar por quê.
Sexta-feira, Junho 27, 2003
Mais uma recomendação expressa. Um estudo delicioso sobre a tolerância (inclusive). Le fate ignorante, ou Um amor quase perfeito, no Brasil.
Margherita é uma médica bem-sucedida, muito bem casada (ou assim ela imagina). Quando o marido morre em um acidente, ela descobre que ele tinha outra pessoa, através de uma dedicatória em um quadro que ele tinha ganhado. E ela vai atrás dessa pessoa.
O que se segue é uma sequência de surpresas, descobertas de outra vida, outro mundo possível. O quanto a gente faz diferença (pro bem ou pro mal) na vida dos outros e outras pessoas fazem na da gente (se a gente deixar).
*
No filme, cita-se um poema de um escritor que eu não conhecia - Nazim Hikmet.
Uma das coisas mais lindas que já vi. Infelizmente, só tenho em italiano - mas procuro a tradução em português ou mesmo em inglês...
"In questa notte d'autunno
sono pieno delle tue parole
parole eterne come il tempo
come la materia
parole pesanti come la mano
scintillanti come le stelle.
Dalla tua testa, dalla tua carne, dal tuo cuore
Sono giunte le tue parole,
Le tue parole cariche di te.
Le tue parole, madre
Le tue parole, amore
Le tue parole, amica
Erano triste, amore
Erano allegre, piene di speranza
Erano coraggiose, eroiche
Le tue parole erano uomini"
Margherita é uma médica bem-sucedida, muito bem casada (ou assim ela imagina). Quando o marido morre em um acidente, ela descobre que ele tinha outra pessoa, através de uma dedicatória em um quadro que ele tinha ganhado. E ela vai atrás dessa pessoa.
O que se segue é uma sequência de surpresas, descobertas de outra vida, outro mundo possível. O quanto a gente faz diferença (pro bem ou pro mal) na vida dos outros e outras pessoas fazem na da gente (se a gente deixar).
*
No filme, cita-se um poema de um escritor que eu não conhecia - Nazim Hikmet.
Uma das coisas mais lindas que já vi. Infelizmente, só tenho em italiano - mas procuro a tradução em português ou mesmo em inglês...
"In questa notte d'autunno
sono pieno delle tue parole
parole eterne come il tempo
come la materia
parole pesanti come la mano
scintillanti come le stelle.
Dalla tua testa, dalla tua carne, dal tuo cuore
Sono giunte le tue parole,
Le tue parole cariche di te.
Le tue parole, madre
Le tue parole, amore
Le tue parole, amica
Erano triste, amore
Erano allegre, piene di speranza
Erano coraggiose, eroiche
Le tue parole erano uomini"
JALLA, JALLA!
Assistam. Hoje. Jalla, jalla! Que filme!
É a história de um imigrante libanês e seu amigo sueco, Roro e Mans, respectivamente, dois garis que trabalham em um parque. Roro é apaixonado por uma sueca chamada Lisa, mas a esconde da família porque esta quer que ele case com uma libanesa chamada Yasmin. Yasmin e Roro não se gostam, mas ela pede pra ele fingir que vai casar com ela para que ela não seja mandada embora para o Líbano por estar "encalhada".
Já Mans (inclusive, QUE PEDAÇO de homem!!! De tirar o fôlego) faz mil e uma para driblar a impotência de que sofre, comprando um monte de apetrechos na sex-shop para usar com a namorada, inventando trocentas fantasias sexuais, uma mais engraçada que a outra.
É um filme despretensioso e, por isso mesmo, simples e lírico como as grandes paixões da vida.
Quarta-feira, Junho 25, 2003
Vem cá, sou só eu ou as mãos do Matt Damon são mesmo uma coisa do outro mundo?
Segunda-feira, Junho 23, 2003
Demoraste
Des-moramos
Desmorono
Quinta-feira, Junho 19, 2003
Você sabe que chegou ao seu limite quando está sentada no banco de trás de um táxi cujo motorista você nunca viu mais gordo, quietinha e de óculos escuros, e esse cidadão te olha e diz "A senhora tem um buraco no peito".
*
Ok, está certo. Enough.
Chega disso. Mesmo. Já deu.
Venham, cavalos, pocotó. De volta à planície onde chove quente e suave, por favor. A galope.
Obrigada.
*
Ok, está certo. Enough.
Chega disso. Mesmo. Já deu.
Venham, cavalos, pocotó. De volta à planície onde chove quente e suave, por favor. A galope.
Obrigada.
Segunda-feira, Junho 16, 2003
O que o Frances (www.nooneknows.blogger.com.br) escreve é um alento nesses dias.
E eu digo, hoje: Sejam felizes vocês que ainda acreditam em sonhos. Eu desisti.
*
Esse texto aqui entre aspas é dele. Ele escreve pra caramba, escreve muito e com sentimento. Com um sentimento profundo, de carnepalavra, de palavracarne, arrancando pedaços de si mesmo. E entregando pra quem lê em forma de alento. Conseguindo purificação através dos seus tuntuns.
"Cá estou no parapeito da janela da sala. Uma janela perfeita, que dá vista para o parquinho das crianças. Uma janela para a infância. Sempre que acordava aflito e sobressaltado, geralmente despertado por uma lembrança da minha condição – que se manifestava como lanças em minha perna ou debilidade e tremores em um corpo já frágil, me mostrando o quanto eu estava perto de parar por completo –, eu me dirigia à sala, à janela. Ver toda aquela calmaria e silêncio me fazia pensar em todo aquele nada que existia ao meu redor. Claro que à época eu não o sabia; a associação, a faço agora.
Hoje eu voltei a esse velho parapeito, para ver o nada. O mesmo nada que me cercava na infância, é o mesmo que me cercou na adolescência e que me oprime agora. Este nada é uma verdadeira muralha sem fim. E uma muralha sádica, que permite que eu atravesse partes de mim por ela, mas que não deixa as partes de outrem chegarem a mim.
E é por isso que escrevo aqui. Porque sei que essa muralha ainda está de pé, que ela ainda funciona da mesma forma de antes. E então eu vou mandar partes de mim para vocês até eu acabar. Porque cada vez que eu escrevo, falo, sinto e externo um 'eu gosto de você', um 'eu te adoro', um 'eu te amo', não são palavras. São pedaços de mim, dolorosamente arrancados e entregues. E a maldita muralha não deixa passar os ecos. Porque eu sei que chegam às pessoas, mas não recebo resposta. Silêncio. Nos piores casos, risos. Escárnio. Ladrões que me induzem a me entregar e ainda gargalham de minha inocência, ao me abandonarem com um pedaço a menos.
E não me arrependo disto. Pois pior seria se eu mantivesse esses pedaços guardados para um momento especial que nunca parece chegar, mas que na verdade passam por nós desapercebidos. E o arrependimento por tê-los guardado é infinitamente maior quando a pessoa a quem íamos entregar este pedaço se vai. O arrependimento é da grandeza do tempo pelo qual ficará longe a pessoa que se foi.
Só falta saber se essa muralha é feita das pessoas a quem me entrego."
E eu digo, hoje: Sejam felizes vocês que ainda acreditam em sonhos. Eu desisti.
*
Esse texto aqui entre aspas é dele. Ele escreve pra caramba, escreve muito e com sentimento. Com um sentimento profundo, de carnepalavra, de palavracarne, arrancando pedaços de si mesmo. E entregando pra quem lê em forma de alento. Conseguindo purificação através dos seus tuntuns.
"Cá estou no parapeito da janela da sala. Uma janela perfeita, que dá vista para o parquinho das crianças. Uma janela para a infância. Sempre que acordava aflito e sobressaltado, geralmente despertado por uma lembrança da minha condição – que se manifestava como lanças em minha perna ou debilidade e tremores em um corpo já frágil, me mostrando o quanto eu estava perto de parar por completo –, eu me dirigia à sala, à janela. Ver toda aquela calmaria e silêncio me fazia pensar em todo aquele nada que existia ao meu redor. Claro que à época eu não o sabia; a associação, a faço agora.
Hoje eu voltei a esse velho parapeito, para ver o nada. O mesmo nada que me cercava na infância, é o mesmo que me cercou na adolescência e que me oprime agora. Este nada é uma verdadeira muralha sem fim. E uma muralha sádica, que permite que eu atravesse partes de mim por ela, mas que não deixa as partes de outrem chegarem a mim.
E é por isso que escrevo aqui. Porque sei que essa muralha ainda está de pé, que ela ainda funciona da mesma forma de antes. E então eu vou mandar partes de mim para vocês até eu acabar. Porque cada vez que eu escrevo, falo, sinto e externo um 'eu gosto de você', um 'eu te adoro', um 'eu te amo', não são palavras. São pedaços de mim, dolorosamente arrancados e entregues. E a maldita muralha não deixa passar os ecos. Porque eu sei que chegam às pessoas, mas não recebo resposta. Silêncio. Nos piores casos, risos. Escárnio. Ladrões que me induzem a me entregar e ainda gargalham de minha inocência, ao me abandonarem com um pedaço a menos.
E não me arrependo disto. Pois pior seria se eu mantivesse esses pedaços guardados para um momento especial que nunca parece chegar, mas que na verdade passam por nós desapercebidos. E o arrependimento por tê-los guardado é infinitamente maior quando a pessoa a quem íamos entregar este pedaço se vai. O arrependimento é da grandeza do tempo pelo qual ficará longe a pessoa que se foi.
Só falta saber se essa muralha é feita das pessoas a quem me entrego."
Sábado, Junho 14, 2003
Dói, arrebenta.
Arrebenta, e se eu usei esse verbo até hoje usei sem saber como era na carne.
Arrebenta porque eu não consigo enxergar porquês. Arrebenta porque não consegui matar nada do que sinto.
Porque acho que o que sinto não valeu pra nada a não ser criar um "inferno" que eu não sabia que tinha sido criado.
Porque eu acreditei até o fim, porque eu investi, porque eu me sinto tão imbecil de não ver nada a não ser o que eu sentia.
O que mata não é a falta de nada, mas a falta de vontade. Não existe não dar, só existe não querer, e não ter percebido isso antes me arrebenta.
*
O tanto-faz do tique-taque dos relógios e o não-ouvir os tuntuns. As chaves sobre a mesa, chaves de portas que não foram abertas. Não sei nem que portas são essas e não quero saber também - não consigo mais.
Não consigo mais.
Arrebenta, e se eu usei esse verbo até hoje usei sem saber como era na carne.
Arrebenta porque eu não consigo enxergar porquês. Arrebenta porque não consegui matar nada do que sinto.
Porque acho que o que sinto não valeu pra nada a não ser criar um "inferno" que eu não sabia que tinha sido criado.
Porque eu acreditei até o fim, porque eu investi, porque eu me sinto tão imbecil de não ver nada a não ser o que eu sentia.
O que mata não é a falta de nada, mas a falta de vontade. Não existe não dar, só existe não querer, e não ter percebido isso antes me arrebenta.
*
O tanto-faz do tique-taque dos relógios e o não-ouvir os tuntuns. As chaves sobre a mesa, chaves de portas que não foram abertas. Não sei nem que portas são essas e não quero saber também - não consigo mais.
Não consigo mais.
Quarta-feira, Junho 11, 2003
(releitura de Hughes. ou tentativa de sair deste inferno)
Um medo infinito. Um pavor infinito. Como infinito foi tudo que te amei.
*
E o pior pesadelo, enfim, chegou.
Bateu à porta e era nada. Nada. Esse é o pior pesadelo de uma menina de botas.
*
Era um cometa com meu nome escrito nele, e caiu pela chaminé. Um papai-noel com um presente ausente.
Nada que governe uma vida, enfim, já que estrelas fixas pairam como espadas sobre minha cabeça.
Inexoravelmente. Uma sede de algo inteiro, intacto, intenso.
Um sonâmbulo que tenta puxar ar puro pro pulmão. E não consegue.
Era o seu sonho? Era o meu?
*
E o cavalo chamado Tudo acorrentado nas quatro patas, amordaçado em relinchos.
E o dragão do desespero que tudo abate, voando em torno dele. Apavorando. Abandonando.
*
Esprememos essas vidas a quatro mãos. Um suco estranho. Estrelas cruas, grapefruit, porcelana.
*
E você disse, "E pra você, a permissão de se lembrar desse sonho pra sempre. E pra pensar sobre ele".
*
E o escuro que me devora agora, e o medo de ser esmagada pela imensa máquina indiferente, a pedra circunstancial que não consta de nenhum dicionário. Tentei te levantar, colocar teus pés no primeiro degrau da escada, o horror, o horror que chegou antes de você.
E os pêlos eriçados de um cachorro, que era o meu próprio cachorro, aquele que eu nunca tive, recheado de palavras que eu nunca te disse.
*
E dentro do mal-assombro todas as portas são vermelhas e a vida tenta subir os degraus agora de pedra. Quem vai abrir a porta?
Eu não vou. Eu não fui. Eu não estou.
Um medo infinito. Um pavor infinito. Como infinito foi tudo que te amei.
*
E o pior pesadelo, enfim, chegou.
Bateu à porta e era nada. Nada. Esse é o pior pesadelo de uma menina de botas.
*
Era um cometa com meu nome escrito nele, e caiu pela chaminé. Um papai-noel com um presente ausente.
Nada que governe uma vida, enfim, já que estrelas fixas pairam como espadas sobre minha cabeça.
Inexoravelmente. Uma sede de algo inteiro, intacto, intenso.
Um sonâmbulo que tenta puxar ar puro pro pulmão. E não consegue.
Era o seu sonho? Era o meu?
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E o cavalo chamado Tudo acorrentado nas quatro patas, amordaçado em relinchos.
E o dragão do desespero que tudo abate, voando em torno dele. Apavorando. Abandonando.
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Esprememos essas vidas a quatro mãos. Um suco estranho. Estrelas cruas, grapefruit, porcelana.
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E você disse, "E pra você, a permissão de se lembrar desse sonho pra sempre. E pra pensar sobre ele".
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E o escuro que me devora agora, e o medo de ser esmagada pela imensa máquina indiferente, a pedra circunstancial que não consta de nenhum dicionário. Tentei te levantar, colocar teus pés no primeiro degrau da escada, o horror, o horror que chegou antes de você.
E os pêlos eriçados de um cachorro, que era o meu próprio cachorro, aquele que eu nunca tive, recheado de palavras que eu nunca te disse.
*
E dentro do mal-assombro todas as portas são vermelhas e a vida tenta subir os degraus agora de pedra. Quem vai abrir a porta?
Eu não vou. Eu não fui. Eu não estou.
Quinta-feira, Junho 05, 2003
\o_ Ciao, São Paulo
*
*
_o/ Olá, Rio de Janeiro
*
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_o/ Olá, Rio de Janeiro
Quarta-feira, Junho 04, 2003
Então tá. Posts repetidos. Escrever depois de sonhar é assim mesmo - a gente aperta botões demais, abre os olhos de menos e tal.
*
Gostaria de saber que tipo de destino é esse de, na véspera dos meus aniversários, eu receber tantas surpresas boas. Começou com um livro do Ted Hughes, em 3 de junho de 2000.
Ontem eu ganhei o prefácio do "Minha Alma não tem Punhos", o meu livro de poemas (sim, sim, sim)... ganhei do cara, do escritor MAIS FODA (pardon my French), o prefácio MAIS FODA (pardon my Dutch) do mundo.
John Lyons, I said to you yesterday and I repeat it here: You are my brother and I thank you from the bottom of my heart. You cannot imagine how freakin´GREAT it is to receive a gift like yours. Thank you. Forever.
*
*
*
E 32 anos nas costas me curvam um pouco. Mas olhar os olhos escuros de meu Lobo e de minha filha têm sido um alento nesses dias crespos. E o vento sopra sempre ao contrário, ultimamente, e meus cabelos cobrem meus olhos e eu me sinto de verdade um cavalo de tapa-olho atrás da cenoura. Ou então aqueles hamsters de festa-junina, sabe? Que ficam correndo no meio de um monte de casinha até entrar em uma qualquer - e a platéia aplaude.
*
Minha direção, ultimamente, mais do que em qualquer outro tempo da minha vida, me está sendo dada por mãos cheias de afeto. E isso é o que faz a diferença. Agora e para sempre.
*
Gostaria de saber que tipo de destino é esse de, na véspera dos meus aniversários, eu receber tantas surpresas boas. Começou com um livro do Ted Hughes, em 3 de junho de 2000.
Ontem eu ganhei o prefácio do "Minha Alma não tem Punhos", o meu livro de poemas (sim, sim, sim)... ganhei do cara, do escritor MAIS FODA (pardon my French), o prefácio MAIS FODA (pardon my Dutch) do mundo.
John Lyons, I said to you yesterday and I repeat it here: You are my brother and I thank you from the bottom of my heart. You cannot imagine how freakin´GREAT it is to receive a gift like yours. Thank you. Forever.
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E 32 anos nas costas me curvam um pouco. Mas olhar os olhos escuros de meu Lobo e de minha filha têm sido um alento nesses dias crespos. E o vento sopra sempre ao contrário, ultimamente, e meus cabelos cobrem meus olhos e eu me sinto de verdade um cavalo de tapa-olho atrás da cenoura. Ou então aqueles hamsters de festa-junina, sabe? Que ficam correndo no meio de um monte de casinha até entrar em uma qualquer - e a platéia aplaude.
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Minha direção, ultimamente, mais do que em qualquer outro tempo da minha vida, me está sendo dada por mãos cheias de afeto. E isso é o que faz a diferença. Agora e para sempre.
Passei a Sylvia Plath.
Hooray!
Hooray!
Terça-feira, Junho 03, 2003
Domani
Desarrumaremos a cama prematuramente refeita
Para que no linho dos lençóis possamos tecer os sonhos
Escondidos sob os travesseiros, cobertos pelas mantas
De vontade, pelo pó das palavras não ditas.
Meus lamentos sairão da terra e lavarão nossos pés
E teus suspiros presos se farão nuvens sobre as quais
Poderemos deitar nossas cabeças, sem medo
Ou saudade, de mãos dadas com o passado vivido.
Desarrumaremos a cama prematuramente refeita
Para que no linho dos lençóis possamos tecer os sonhos
Escondidos sob os travesseiros, cobertos pelas mantas
De vontade, pelo pó das palavras não ditas.
Meus lamentos sairão da terra e lavarão nossos pés
E teus suspiros presos se farão nuvens sobre as quais
Poderemos deitar nossas cabeças, sem medo
Ou saudade, de mãos dadas com o passado vivido.
Segunda-feira, Junho 02, 2003
O Kali e o Rafael me deram dois presentes maravilhosos...
Dois gifs de babar.
Peço ajuda aos dois, ainda, para colocar aqui do lado as obras-primas...
Vocês me ajudam?
E obrigada, meninos. Vocês são 10!
Dois gifs de babar.
Peço ajuda aos dois, ainda, para colocar aqui do lado as obras-primas...
Vocês me ajudam?
E obrigada, meninos. Vocês são 10!
Palavras que se enroscam feito meia arrastão em minha perna, cor novembro-intenso.
Quisera fosse janeiro ou algo assim, para ainda ter jasmins pra colher na calçada. Não colhi.
E é um verão que congela e é um esbranquiçado que enegresce até o que não existe mais.
*
Abomino segredos.
*
A maldita da vontade.
*
Quando eu tinha 19 anos eu era mulher.
Me perdi mesmo aos 21, quando cresci e virei menina.