Quinta-feira, Janeiro 30, 2003
So. My Wolf is so sexy the angels cry when lay their eyes on him.
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My Wolf is so sincere the angels sigh when they hear his gentle voice.
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My Wolf is such a man the angels desire him as if they were women.
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My Wolf is such a Wolf I wish I were an angel to fulfill all of his dreams...
Terça-feira, Janeiro 28, 2003
tum-tuns. Que vão calando fundo, e calando a boca e todo o resto, e quando a gente vê são só tum-tuns e pocotós e cadê saída? Pois é, enredada estou, na doce teia dessas tuas palavras que espero se espatifem em meu corpo feito pingos grossos de tempestade e ressuscitem ao teu toque, ao teu toque, que é o que eu preciso sentir agora. Jogando aos céus palavras gritadas de uma garganta fechada de vontade, esperando que elas voltem em forma de você. De você. Sobre mim.
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e ei-la, a vida que me pega pela mão e me atravessa a rua pro lado de lá como criança. mas não estou presa à vida como a uma jaula, e sim como uma companhia que se deixa levar.e esse sentimento que não cabe no peito e que já é continente em vez de conteúdo tem um pouco de veneno também, mas só um pouquinho, um veneninho que instiga. e se te pareço brilhante é porque tua luz me ensolara. e se já me entendo tua é porque há tempos te procuro, talvez. e se pertenço ao signo do aguaceiro agora é porque abriste minhas comportas, e ei-la, aqui, essa vida líquida, primitiva e desatada, sem margens, à qual me entrego, desaguada.
O medo que eu sinto é bem parecido com meu sono. Ele vem sem motivo nenhum, assim, do nada; não depende nem de mim nem de ninguém pra aparecer e dar mostras físicas de que ele existe e está dentro de mim soltando fogo e me mordendo o estômago; nem o medo nem o sono vão embora quando eu mando.
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O medo que eu sinto é bem parecido com meu sono. Os dois vão embora com um simples abraço.
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Mudança na casa. Arrasta-arrasta de móveis, sofás, plantas e fotos.
Mudança na alma. Tirando teias desse peito, colocando veias no lugar.
Sábado, Janeiro 25, 2003
Agora, neste exato momento, uma cachoeira bem gelada que forme poços fundos de água que é bem clara perto do corpo da gente mas é bem escura lá para baixo, aquela água que não esquenta, aquela água que te congela os ossos e que quanto mais você nada mais gelada fica e te anestesia. Agora, neste exato momento, uma pedra bem quente para eu deitar em cima e sentir a concretude sob meu peito e o calor queimando as palmas de minhas mãos enquanto eu seco naquele sol sem vento, naquele sol que derrete até o pensamento que atordoa e que obceca e que insiste. O sol que insiste ainda mais e que nem mais está mas já é porque gruda e fica e ilumina e seca e desidrata qualquer aguinha parada de qualquer pensamentinho besta.
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Agora, neste exato momento, um cavalo preto pra eu subir em cima e poder ouvir os pocotós.
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Obrigada.
Quinta-feira, Janeiro 23, 2003
Então, até pensei em apagar o post aí de baixo mas tenho um compromisso comigo de não apagar nada que escrevo, seja aqui no blogue, seja em cadernos, seja onde for. Posso até riscar, mas não rasgo e não apago. Enfim, como a gente se trai o tempo inteiro, é tão incrível isso, as auto-sabotagens, como a gente não consegue aceitar de forma serena qualquer coisa que venha direto contra o eguinho-tão-perfeitamente-encruado-e-cheio-de-neuroses da gente, que é tão enrolado que nem se vê frente ao espelho, que não se reflete de vez em quando, que simplesmente não é porque sempre foi outra coisa e se acostumou com isso.
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Tá, era só pra dizer que não concordo com o que eu escrevi aí em baixo, mas vou deixar aí pra ler sempre e ver que eu riria de mim se eu me ouvisse falar assim.
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De qualquer forma, se você for ler o post aí de baixo, tem que ter o contexto: as luzes redondas e amarelas do Piratininga, a textura de carne grelhada sobre a língua, o azedinho do limão da caipirinha (não bebam, crianças), o sax do Mauricio Pereira, um pianista cheio de citações no meio de Someone to Watch Over Me, outra caipirinha, dois olhos redondos e amarelos e iluminados de um lobo que watches over me, citações na caipirinha, o azedinho do sax no ouvido, a textura do beijo sobre a língua.
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E que esta ridícula mania de ficar ofendida e me defender de nada (oh, a síndrome do pânico moral) queime pra sempre no fogo do esquecimento.
Tenho dito.
So that´s what it is
I just ain´t good enough for you babe
Meu coração arde e arde e arde
E tudo o que eu sinto gira em torno de você, babe
E eu tento e sonho e tento e sonho
Mas às vezes simplesmente não consigo entender por onde
chegar no teu coração de lobo
tá, e isso me mata,
porque ain´t good enough
simply ain´t good enough
e sinto os uivos chamando
e sinto o cheiro e sinto o vento
but I ain´t good enough
so sorry
ain´´t good enough
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wish I had you forever
Terça-feira, Janeiro 21, 2003
Perder-me neste riso que não cabe em si mesmo
E rodar e rodar e nadar lá onde nascem aquelas águas
E sentir o fogo lento que não abranda com o tempo nessas mãos
Que já colhem o broto da semente e colocam na boca extenuada
Tão perfeita e sentir-me mastigar
E me encontrar de novo nesses olhos...
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... Abre teus olhos, abre teus olhos.
Se não já sou a mariposa que bate na lâmpada.
Se não já fui.
*
Abre teus olhos.
Segunda-feira, Janeiro 20, 2003
Let´s do it in our own way. Finally. Now that we can do it.
And may we shine. Forever.
Quinta-feira, Janeiro 16, 2003
E é na imensidão do mundo que eu vejo teus olhos
dois anjos castanhos que observam a vida por cima
da vida e que vêem o que não é visto e que flutuam
em torno de mim e que aparecem nas flores
e que florescem frutos sobre pedras e que
me transmutam em areia.
E é na imensidão dos teus olhos,
Amor,
que eu vejo o mundo.
Terça-feira, Janeiro 14, 2003
E aí então meu beibe fez (mais uma) tatuagem. Ficou um absurdo de lindo, o que
já não me surpreende.
E eu continuo sonhando em fazer minha estrela em chamas, mas ainda
não concretizei o sonho.
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Enquanto ele fazia a tattoo, fiquei andando pela galeria e comprando umas coisinhas.
E fiquei pensando como até nisso o relacionamento da gente é tão diferente de tudo.
Uma coisa tão tonta como roupinhas, mas a gente coloca o estilo todo da gente naquilo,
e ele me incentiva tanto a ter o meu estilo e sentir orgulho dele e gostar de me ver "nesta pele", e
eu sabia disso quando comprei amarradona aquelas botas de exército e aquela sainha college
e fiquei imaginando como seria me vestir feliz da vida pra sair com ele, pra ver o sorriso dele,
pra ver que meu estilo agrada não só a mim, mas a ele também, não por ser um determinado estilo,
mas porque ele sabe o que de mim é autêntico e o que não é - e escolhe a primeira opção, sempre,
porque sabe que é melhor pra mim, porque ele é grande, porque ele suporta e porque ele pode.
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E isso faz toda a diferença, seja a respeito de uma coisa tonta e fútil como roupas ou
a do meu tom de voz - que quando ele ouve ele sabe o que está comunicando, independentemente
das palavras que saem da minha boca.
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O que meu Lobo talvez ainda não tenha visto é que sim, minhas tatuagens já estão aqui, todas aqui,
dentro de mim. Minha alma já está monogramada, tem uma letra L. de Lobo gravada de magma
aqui dentro do meu peito. Dou meu magma pra ser marcado por tuas duras patas de Lobo, e isso
faz tanto sentido agora, e não, a questão aqui não é me ver PELOS olhos dele, não é precisar dos olhos
dele pra me ver e me reconhecer - a questão aqui, a grande diferença aqui é que vejo meu reflexo inteiro
NOS olhos do meu Lobo e sei que sim, aqui eu posso ter tranquilidade, e sim, aqui eu sei de novo onde está o meu
caminho e não desvio dele nunca mais.
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Domingo, Janeiro 12, 2003
Então. Ontem à noite a gente resolveu sair. Depois de algumas horas em Pinheiros,
a gente decidiu ir cantar.
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Deus.
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O videokê que eu conhecia fechou, então fomos lá pra Bela Vista, tipo na boca do lixo mesmo.
A gente parou no Boca Livre, aquele karaokê que já foi um karaokê um dia. Hoje eu realmente não
sei definir aquilo.
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Lógico que éramos só nós dois ali dentro. O ambiente super-escuro, uns néons superkitsch, um DJ
de música de karaokê bem mal-humorado, as cadeiras pintadas com tinta de parede, eu e meu lobo.
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E ali a gente estava em casa, e eu já subi no palco, e ele pegou o microfone sem fio e cantou da mesa mesmo.
E cantamos umas três horas seguidas, no cenário mais mambembe e absurdo do mundo, e eu chorei de tão feliz
que eu fiquei quando ele cantou "My Girl" e "So Beautiful Tonight" pra mim, olhando nos meus olhos e puxando a minha
cadeira pintada de tinta de parede pra mais perto da dele, e eu realmente acho que ele tem que urgentemente
voltar a cantar porque uma pessoa que canta daquele jeito que ele canta não nasceu pra ficar sem cantar nem um dia.
Nem uma hora. Porque ele canta muito. Ele canta muito.
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Tá, eu sei que estou apaixonadíssima, caidaça, babona. Mas ele é tudo isso mesmo e ele pode.
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Enfim. Agora aquele lugar virou o nosso lugar, porque a gente saiu de lá às 4h30 da manhã, cantando alto, já íntimos
até do DJ mal-humorado. Foi tudo muito perfeito, e voltamos pra casa com um real no bolso e felizes da vida.
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A night to remember.
Sexta-feira, Janeiro 10, 2003
Pra quem tem problemas de reconhecimento de auto-imagem como eu,
uma bênção divina é ter um namorado tão ligado em imagens como o meu.
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Pois bem, ele descobriu que eu sou uma Crumb Girl!
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E segundo ele, essa imagem aí de cima é uma das que mais combinam comigo.
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"Catholic Schoolgirl Figurine Limited Edition". Hehehe - SOLD OUT - sorry you guys out there...
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hehehehehe...
Quarta-feira, Janeiro 08, 2003
Pandora.
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Eis a caixa que abro há cerca de 30 anos, cujo conteúdo já conheço de cor,
mas que a cada nova abertura me surpreende com a nova força e os novos cheiros
e a nova cor que cada pedacinho e cada palavra e cada estrela que saem da caixa
me atingem.
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No fundo da caixa, grudada, para sempre, a Esperança. Esta não foge mais de lá,
nunca fugiu, nem quando eu quis.
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E de mãos dadas com ela, um cavalo castanho, de nome Paixão, que a leva para
passear pelas câmaras secretas da caixa nas noites de verão.
Terça-feira, Janeiro 07, 2003
E não é mais como quando não se sabe se é manhã ou se anoitece, aquela hora
meio lusco-fusco, aquela hora que confunde e que não se sabe se é madrugada
ou se entardece, não é mais.
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Não é mais aquela dor que não dói e que por isso não se aguenta.
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É hora de olhar teus olhos sob o sol de dezembro. Olhar o escuro dos teus
olhos escuros e ver tudo tão claro.
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Teus olhos escuros.
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Claros.
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É hora deste vento de São Paulo me bater nos cabelos e não me irritar mais.
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É hora de eu ver no vento uma maneira diferente de dança. Um xale que
esvoaça, o cabelo que se destrança, a brisa que acaricia.
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Tuas mãos. Meu vento.
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Teu vento. Minha chuva.
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É hora de esperar pelas cinco da tarde pra sentir o cheiro da chuva da gente
no parapeito quente da nossa janela.
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Deus. Como eu amo você.
Domingo, Janeiro 05, 2003
Fill me up with your joy.
Feel my joy on yours.
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Filling e feeling e filling e feeling, e é aqui que começa aquela grande aventura onde não se sabe
mais onde começa um e onde termina outro, e os pensamentos são os mesmos quase ao mesmo tempo
e o cheiro dos dois muda porque já não é nem o meu cheiro nem o teu cheiro, mas o nosso cheiro, e isso
sim faz toda a diferença - uma coisa capaz de mudar o meu cheiro não é uma coisa à toa e esquecível e transferível e
passável e falável ou qualquer ível ou ável mas sim ente, quente, presente, intransigente, permanente,
isso tudo é ente até a raiz da alma e é isso que faz toda a diferença, é isso que me faz estar tão aqui,
tão inteiramente aqui.
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Nenhum pedacinho do lado de fora, estou toda aqui, e tudo pulsa, e tudo é, e tudo um.
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E os olhos do meu beibe são um espelho frente aos meus.
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Sexta-feira, Janeiro 03, 2003
Existe uma linha tênue entre constância e coerência.
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Não tenho medo de constância, isso de verdade não me apavora nem me afasta
e nem de perto me assusta. Mas não tenho particular necessidade disso ou desejo
irrefutável por ela, não é exatamente um traço de caráter que me atrai, não é uma
característica que busco nas pessoas.
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Coerência é a palavra. A questão não é agir amanhã como você agiu hoje - pelo contrário,
surpresas muito me aprazem. Eu mesma sou uma pessoa diferente a cada duas horas -
prazo máximo, e não considero um defeito (nem virtude, veja bem, mas enfim, não é ruim).
Mas por favor aja de acordo com suas palavras, aja de acordo com o que diz que sente,
mesmo que isso mude amanhã, ou daqui a três horas. Você me ama? Me dá tua mão,
então, e me diz isso olhando nos meus olhos e - por favor - SEM MEDO de conjugar o verbo
querer e SEM MEDO de usar o tempo futuro em tuas frases.
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Mesmo que o tempo futuro morra aqui, em tuas frases, e o amanhã não chegue. Não
se pode dizer que não deu certo uma história em que tudo de si foi investido. Mesmo
que ela acabe.
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Coerência na carne, coerência na coragem, meu caro. Coerência. Essa é a palavra.
Quinta-feira, Janeiro 02, 2003
Então. Sabe aquela sensação intensa de felicidade da qual eu falava outro dia,
em que se está tão perto da perfeição que dá medo até de respirar? Que dá medo
que doa? Que dá medo e pronto?
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Então. Não dá mais medo.
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A coisa é mais simples do que eu pensava. Na verdade, a coisa é toda impensável, e se
você pensa nela já não é mais a coisa e aí sim assusta e apavora e dói. A coisa é e ponto,
e não assusta nem apavora nem dói. Simples assim.
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Ow, I´m finally home. Thank God.
Quarta-feira, Janeiro 01, 2003
Deitada sobre aquele que concebe.
O que concebe razões e emoções e desejos e vontades e instinto.
Concebendo pensamentos e elocubrações diversos - a concepção que direciona.
Que guia, que gira, que faz.
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O ventre livre, o livre-arbítrio, a liberdade em si.
Que é enfim de onde vem qualquer concepção.
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